sexta-feira, 1 de julho de 2011

RESUMO TEXTUAL: DEL PINO, Mauro .Política educacional, emprego e exclusão social

O mundo do trabalho sofre e produz pressões sociais, econômicas, políticas e culturais que agem em toda malha social, entendida não como uma população abstrata, mas como um conjunto de classes sociais e em luta. A crise da década de 70, foi a expressão do esgotamento de um modelo que teve como base a produção em massa, de um lado, e no chamado Estado de Bem- Estar Social, de outro. Toda crise capitalista se caracteriza pela superprodução de mercadorias, que segundo HARVEY, uma situação generalizada, “seria indicada por capacidade produtiva ociosa, um excesso de mercadorias e de estoques, um excedente de capital-dinheiro e grande desemprego”.
Contrapondo o fordismo e aos princípios de administração científica de TAYLOR, desenvolveu-se um modelo que se apoiou na “ flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo”, caracterizado por novos setores produtivos, por novas maneiras de serviços financeiros, novos mercados e, especialmente uma alta capacidade de inovação comercial, científica, tecnologica e organizacional.
A produção da mercadoria força de trabalho tem um custo econômico e também, um custo social. A valorização do capital tem apoio na exploração do trabalho vivo na produção esse crescimento tem base na diferença entre o que obtem e aquilo que cria. Portanto, o capital está fundado numa relação de classe entre capital e trabalho. O autor diz que “a simples exploração dos musculos dos trabalhadores e trabalhadoras, se muito bem servia ao paradigma fordista/taylorista, é insuficiente por as caracteristicas tendenciais do processo de trabalho”. Diante disso, é necessário explorar outros componentes da força de trabalho, até hoje relegado pelos homens e mulheres de negócio.
O aumento de produtividade não tem levado a uma expansão da produção que crie também uma expansão do emprego capaz de absorver, uma boa parte de mão de obra expulsa do sistema produtivo, caso contrário, o mercado expulsa cada vez mais os trabalhadores e trabalhadoras, trazendo como consequência exclusão e miséria, resultado contínuo e crescente dos desdobramentos do modo de produção capitalista. O pensamento neoliberal não é contraditório ao aceitar a miséria quando desenvolve suas teses econômicas, bem explicada por Marx.
No entanto, já existem investimentos para combater as consequências de uma exploração que reduz as condições de vida abaixo da sociabilidade que o processo civilizatório consegue até hoje. Não existe uma relação direta entre crescimento da produtividade e evolução salarial. Os salários não evolui da produtividade do trabalho, pelo contrário as desiguadades se acentuam.
O quadro social está ligado ao processo de produção da economia. No educacional, esta realidade atravessa com suas relações sociais que são ultima análise relação de poder, a nossa sociedade? As reformas econôcas de “ajuste estrutural” implementadas na América Latina, tem por base o “Concenso de Washington” (Gomez 1999), são medidas que visam a abertura das economias nacionais, a desregulação dos mercados, o corte dos gastos sociais, a flexibilização dos direitos trabalhistas, a privatização das empresas públicas e controle do déficit fiscal.
A disseminação generalizada destas políticas tem significado um imprecionante retrocesso social na América Latina. Esse resultado tem sido um maior polaração social, aumento da pobreza, marginalização e desemprego em massa. Em nível internacional, o processo de globalização representa uma nova etapa de avanços tecnológicos e de acumulação financeira de capitais. A globalização neoliberal tem servido como mecanismo de dependência dos paises subdesenvolvidos em relação aos desenvolvidos. Portanto, a ideologia do livre-mercado tem, portanto dois lados: protenção estatal e “auxilio” público para os ricos e rigor do mercado para os pobres.