sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia da Amizade

Você sabe como surgiu o Dia do Amigo? O Dia do Amigo foi adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo. A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema “Meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro”. Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo , é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras, na teoria. No Brasil, o dia do amigo, também, é comemorado em 20 de julho.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

'Não há docência sem discência, as duas se explicam, e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao aprender' Paulo Freire

PROFESSOR NECESSÁRIO

29.6.2012 | 13h57 Professor necessário Artigo que publico na edição de hoje do Diário de Natal O professor é imprescindível para o funcionamento adequado da escola. Neste sentido algumas instituições com o quadro completo de professores conseguem funcionar adequadamente, mas há aquelas que sofrem com a falta deste profissional, enquanto outras são prejudicadas pelo profissional que falta. Há ainda um quarto grupo, formado por escolas que não se enquadram diretamente nas situações anteriores, porém não deixam de enfrentar a perversa cultura do fracasso, cristalizada num modelo peculiar: o professor existe, o professor não falta, mas sempre que pode promove tensão, ao revelar descontentamentos diante da escola que insiste em funcionar como deve ser a sua obrigação. É bem verdade que há Professor e professor. Ainda bem que existem os éticos, os grafados com 'P' maiúsculo, os que qualifico como Professores necessários. Alerto, entretanto, que a prática danosa - penalizadora da coletividade - de conceber o serviço público como via para o emprego estável, vantajoso por ser excessivamente 'flexível', não se resume à categoria dos docentes, absolutamente. Certos 'vícios' parecem entranhados no serviço público. A escola que se esforça para cumprir a sua função não pode prescindir da luta pelo 'Professor necessário', assim como de um quadro de servidores orientado por valores éticos, pelo compromisso com as aprendizagens dos alunos e competência naquilo que faz. De tão óbvia, tal asseveração seria improdutiva, num espaço de reflexão, não fosse a flagrante constatação de que são muitas as comunidades escolares acomodadas com determinadas práticas. Não é de hoje que o país se ressente de indicadores educacionais que expõem as mazelas de um 'sistema' ineficiente. De longe, não se trata de isentar ou centrar a culpa no professor e nos demais que estão nas escolas. A responsabilidade deve ser dividida, jogando luzes sobre a questão da gestão das 'redes' de ensino. Não são raros os casos de falta, por exemplo, de normatizações sobre o funcionamento das escolas, de clarezasobre direitos e deveres dos servidores, além de monitoramento de metas e resultados. Verifica-se pouco ou nenhuma firmeza de uma parte dos gestores, o que se agrava pelo reduzido número de unidades de ensino que contam com um conselho escolar atuante. É recorrente o fracasso escolar se materializar no não cumprimento dos 200 dias letivos, questão distante de solução para muitas escolas estatais. Temos um 'sistema' cujo calendário escolar inicia somente no mês de março (!) e como se não bastasse é atropelado por paradas, greves, faltas de professores pelas mais diversas razões, falta de merenda e transporte escolar, problemas de infraestrutura dos prédios e interdições, lacunas no quadro docente, decretos oficiais instituindo pontos facultativos para favorecerem feriados prolongados, entre outras. Como pode uma escola contradizer essas práticas, quando os servidores espelham-se nas tantas outras que assim procedem, respaldadas pela conivência dos órgãos centrais que silenciam? Recentemente ouvimos o depoimento de uma coordenadora pedagógica de escola pública sobre as dificuldades de garantir o espaço de estudos e planejamento coletivo: 'surpreendentemente os professores entendem como obrigação apenas as horas de sala de aula. É triste esse pessoal ser contratado sem os devidos esclarecimentos sobre quais são as suas responsabilidades. Nem a necessidade de rigor no planejamento esses professores sentem.' Na sequência, uma diretora expôs o caso do professor que rejeita o ato de planejar e de produzir relatórios de avaliação dos alunos, por considerar tarefas trabalhosas e de excessiva exigência da escola. Indaguei: quais são mesmo as atribuições do professor se não tiver de planejar, realizar uma prática à altura da sua formação, avaliar e fazer registros? Na escola onde eu trabalho temos sido insistentes no processo de construção dessas práticas. Registre-se: nenhuma delas que não seja inerente à atividade docente. Pensemos na emergência da figura do Professor necessário. Cláudia Santa Rosa - educadora, escreve a convite do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), que publica artigos no jornal Diário de Natal às sextas-feiras.